window.dataLayer = window.dataLayer || []; function gtag(){dataLayer.push(arguments);} gtag('js', new Date()); gtag('config', 'UA-85535130-2'); [Resenha] A balada do esquecido - Thiago Kuerques - Garotas Devorando Livros

[Resenha] A balada do esquecido - Thiago Kuerques


Resultado de imagem para a balada do esquecidoSinopse: Nuno é um músico brasileiro que desperta ao lado de uma mulher desconhecida. Baleado por não se sabe quem, Nuno e sua misteriosa companheira utilizam músicas contidas numa antiga fita k7 como gatilhos para recuperar sua memória.
 O enredo deste livro é musical, sensual e atípico, apresentando a busca por um lugar no mundo, o resgate de uma grande composição, ou apenas uma tentativa insana de sobrevivência.
Autora: Thiago Kuerques
Editora: Luva.
Páginas: 95








 Uma página em branco.
Foi assim que a mente de Nuno estava quando ele acordou em outro país ao lado de uma mulher que não sabia quem era.


 Aparentemente muita coisa aconteceu, mas ele não consegue lembrar de nada sem os gatilhos presentes em uma fita k7 (se você não sabe/lembra o que é isso, clique aqui. Hahaha). E é através de diversas músicas que Nuno vai recordando de situações, pessoas e nos levando junto com ele nessa viagem.
 O livro é curto, mas o conteúdo é extenso e profundo. O personagem principal é músico, negro e de família simples, um prato cheio para explorar as muitas crueldades que acontecem com pessoas que estão à margem da sociedade. Intervenção militar, preconceito, agressão e morte fazem parte da vida esquecida por Nuno e de outros personagens da trama.
Somos excluídos o tempo inteiro. Se for pobre, preto, mulher, gay, gordo, deficiente, muito alto, muito baixo, será excluído. A gente pode andar na boa na rua? Claro que não. E nos fazem acreditar que tudo isso está certo. Existem vários lugares que só é tranquilo se entrarmos pela porta dos fundos para arrumar a privada que tá entupida, para vestir o uniforme para servir. É certo a gente ser o que querem que a gente seja? É certo tirarem a nossa liberdade?
 A mulher misteriosa que Nuno viu ao seu lado se chama Flor, ou pelo menos é assim que uma de suas personalidades se chama. Uma jovem com múltiplas personalidades que também carrega seus traumas. O que não ficou muito claro para mim é se ela é real ou apenas um fruto da imaginação de Nuno.
 No decorrer da história somos levados para episódios aleatórios, mas são situações que ajudaram a construir a personalidade do personagem. É uma bagunça organizada, é uma enxurrada de informação que você vai encaixando para entender todo o percurso que ele percorreu até chegar onde estava. 
 Além de Nuno e Flor, outro personagem bastante presente na história é Bárbara, a irmã de Nuno que muitos insistem em dizer que ele matou, mas sem explicar o motivo da acusação. Mesmo não estando mais vivas, as recordações que Nuno tem da irmã são de uma mulher forte, inteligente e que não se mantinha calada diante das desigualdades. Uma mulher que levantava a bandeira do feminismo com orgulho.



Em "A bala do esquecido” somos levamos a refletir sobre diversos assuntos que estão e sempre estiveram presentes em nossa sociedade. Gostei da história e mesmo sendo um livro curto, é necessário um tempo para conseguir digerir e entender todas as nuances presentes.
 Fui pesquisar sobre uma música que aparece na história (que no caso é uma composição de Nuno que ele não lembra de ter feito) e encontrei um vídeo no canal do autor com a música sendo cantada. Sempre é surpreendente lermos algo e imaginar de uma forma e depois ser apresentado a algo totalmente diferente do que pensamos, mas é bom saber também qual era a ideia do autor, por mais que na minha cabeça a música continue sendo cantada em ritmo de rap. Hahaha
 Vou compartilhar o vídeo aqui com vocês:


  E aí, o que acharam?
Classificação



Um comentário

  1. Caramba, que enredo interessante! A temática envolvida, super atual, traz inúmeras reflexões além de apenas entreter. Eu nao conhecia o livro, mas já vou guardar o título para ler assim que possível!

    ResponderExcluir