Devorando

[Resenha] Filme - A Caverna (2017)

Com uma premissa bastante interessante, A Caverna é um filme excepcionalmente intrigante.



Sinopse: 
" Um grupo de jovens imprudentes acaba preso numa caverna misteriosa durante a sua exploração. Lá eles não tardam a descobrir que o tempo passa de maneira diferente."

Direção: Ben Foster, Mark Dennis.
Elenco:Andrew Wilson, Cassidy Gifford,Brianne Howey.
Duração: 1h 27 min.

[Resenha dupla] A Química que há entre Nós

 

Um romance YA que bebe da fonte de escritores como John Green. Em que a experiência romântica dos protagonistas influencia o seu crescimento e amadurecimento romântico, em que a dor e o desejo, a culpa e a vontade andam juntas.

Autora: Krystal Sutherland

Editora: Globo Alt

Tradutora: Luisa Geisler

Páginas: 276

Sinopse: O livro que deu origem à superprodução da Amazon estrelada por Lili Reinhart

Fãs de John Green e Rainbow Rowell vão se apaixonar por esta nada clichê história de amor

Grace Town é diferente. Com suas roupas masculinas, desleixo aparente e uma bengala que leva para todo canto, ela é extremamente reservada, faz perguntas inusitadas e simplesmente não se encaixa em sua nova escola - não que isso seja um problema para ela. Henry Page, por outro lado, é tão comum que chega a ser tedioso e, por motivos que nem ele sabe explicar, se vê cada vez mais atraído pela misteriosa garota.

Uma história de primeiros amores com um desfecho surpreendente, A química que há entre nós é um YA tão interessante quanto atípico, e já conquistou os mais diversos tipos de leitores.
 

[FILME] Casa Grande - de Fellipe Gamarano Barbosa

 

SINOPSE:  

SINOPSE NETFLIX: Uma família da alta burguesia carioca vai à falência, e o jovem Jean precisa aprender a lidar com a realidade nua e crua de uma vida menos afortunada.



                                                             ***

 

“Casa Grande” (2014) é um dos filmes que integra o catálogo de lançamentos da Netflix em 2020, apesar de já contar com seis anos de existência. Ele narra a história de Jean (leia-se Jan), um garoto de dezessete anos, filho mais velho de um casal de classe alta.

Mas o que poderia ser simplesmente um roteiro adolescente, com problemáticas cotidianas puramente juvenis, torna-se muito mais do que isso. Jean é aluno de uma escola só para meninos da elite carioca, vive cego às questões sociais do país e, em suas tentativas de autoafirmação, limita-se a repetir as opiniões do pai. Assim como o próprio título do filme propõe, Jean foge da “casa grande”, à noite, para ter encontros às escondidas com Rita na “senzala” – como é possível chamar o quarto da empregada, levando em consideração todos os elementos simbólicos e aparentemente despretensiosos observados no filme.

            Esses elementos dialogam constantemente com a alienação de Jean para questões que envolvem a divisão de classes econômicas e sociais, a dívida histórica que o Brasil tem com os negros e que reflete em sistemas de cotas, o capitalismo, os privilégios do homem branco e sua visão machista sobre o corpo da mulher, e outros temas que perpassam os muros de sua casa blindada por alarmes, câmeras de segurança e música clássica.

            Embalado por um panorama histórico-político muito atual, Hugo Cavalcanti, sobrenome que também remete aos coronéis, é o pai autoritário que apenas reforça a figura patriarcal colonialista que se vê à beira da falência, mas que insiste em manter as aparências. Menospreza tudo aquilo que não representa lucro financeiro e econômico, desde o curso universitário pretendido pelo filho até a língua francesa, para ele “quase morta”, ministrada pela esposa em aulas particulares. Despreza as opiniões da filha caçula, quase invisível, e da esposa, que apesar de ser aparentemente muito religiosa, não estende sua compaixão além das paredes da sua própria casa, alheia aos problemas enfrentados pela classe trabalhadora, ainda mais invisível do que ela mesma como mulher.

Cheio de conflitos emocionais que envolvem as questões familiares e a namorada mestiça, Jean vai tentar romper as barreiras desse universo para buscar sua liberdade e sua identidade além dos portões da “casa grande”. Será que ele conseguirá?

Pequeno Manual Antirracista

Com capítulos curtos com títulos diretos e de temas importantes, Djamila discorre um pouco sobre a origem do racismo, nos apresenta as consequências desse mal e indica leituras sobre o tema. Em "O Pequeno Manual Antirracista", Djamila mostra de forma prática e direta soluções e levanta questionamentos que devem ficar presas nas nossas cabeças para que assim possamos questionar e mudar a atual situação.


Autora: Djamila Ribeiro

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 136

Sinopse:Neste pequeno manual, a filósofa e ativista Djamila Ribeiro trata de temas como atualidade do racismo, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos e afetos. Em onze capítulos curtos e contundentes, a autora apresenta caminhos de reflexão para aqueles que queiram aprofundar sua percepção sobre discriminações racistas estruturais e assumir a responsabilidade pela transformação do estado das coisas. Já há muitos anos se solidifica a percepção de que o racismo está arraigado em nossa sociedade, criando desigualdades e abismos sociais: trata-se de um sistema de opressão que nega direitos, e não um simples ato de vontade de um sujeito. Reconhecer as raízes e o impacto do racismo pode ser paralisante. Afinal, como enfrentar um monstro desse tamanho? Djamila Ribeiro argumenta que a prática antirracista é urgente e se dá nas atitudes mais cotidianas. E mais ainda: é uma luta de todas e todos.

[Resenha] Vox - Christina Dalcher

SINOPSE: O governo decreta que as mulheres só podem falar 100 palavras por dia. A Dra. Jean McClellan está em negação. Ela não acredita que isso esteja acontecendo de verdade.
Esse é só o começo...
Em pouco tempo, as mulheres também são impedidas de trabalhar e os professores não ensinam mais as meninas a ler e escrever. Antes, cada pessoa falava em média 16 mil palavras por dia, mas agora as mulheres só têm 100 palavras para se fazer ouvir.
...mas não é o fim.
Lutando por si mesma, sua filha e todas as mulheres silenciadas, Jean vai reivindicar sua voz.
“Uma recriação apavorante de O conto da Aia no presente e um alerta oportuno sobre o poder e a importância da linguagem.” – Marta Bausells, ELLE.

AUTOR: Christina Dalcher
EDITORA: Arqueiro (SP, 2018)
PÁGINAS: 320

Resenha Filme Quase Uma Rockstar

Titulo: Quase uma Rockstar
Título Original: All Together Now
Duração minutos
Ano produção: 2019
Estreia: 28 de agosto de 2020
Distribuidora: Netflix
Dirigido por: Brett Haley
Classificação: 16 anos
Gênero: Romance, Drama
                                    
Sinopse: Em Quase uma Rockstar, Amber Appleton (Auli'i Cravalho) tem dezessete anos e está no ensino médio. Ela mora em um ônibus escolar junto com a sua mãe alcóolatra e seu leal vira-lata, Bobby Big Boy, após serem expulsas de casa pelo ex-namorado da mãe. Mesmo tendo uma vida difícil, a jovem mantém a sua boa energia e otimismo, focando em ajudar as pessoas ao seu redor. Quando uma tragédia ocorre em seu mundo, a vida da jovem é drasticamente afetada, mudando sua maneira de enxergar as coisas.

[Resenha] Morcelo, o morcego de pano - de Eloísa Porto

AUTORA: Eloísa Porto
ILUSTRADORA: Lu Boechat
EDITORA: Livro independente (Publicação Amazon), 2020

SINOPSE: 
Todos os sábados, a família Porto leva Morcelo, um morcego de pano, para voar pelo céu de Piratininga, onde ele treina manobras radicais. No entanto, fica preso no armário o restante da semana, sonhando com o tempo em que seria livre para sempre.
Até que um dia, voando pelos ares, conhece uma gaivota e tudo muda tudo em sua vida.



[Resenha]Americanah - Chimamanda Ngozi Adichie

Em Americanah Chimamanda nos apresenta Ifemelu, uma mulher independente que resolve voltar à sua terra natal. Depois de anos nos EUA Ifemelu se torna uma Americanah.

Autora: Chimamanda Ngozi Adichie
Editora: Companhia das Letras
Tradutora: Julia Romeu
Páginas: 520
Sinopse: Lagos, anos 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra. Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de adolescência. Principal autora nigeriana de sua geração e uma das mais destacadas da cena literária internacional, ChimamandaNgoziAdichie parte de uma história de amor para debater questões prementes e universais como imigração, preconceito racial e desigualdade de gênero. Bem-humorado, sagaz e implacável, Americanah é, além de seu romance mais arrebatador, um épico contemporâneo. 
“Em parte história de amor, em parte crítica social, um dos melhores romances que você lerá no ano.” - Los Angeles Times 
“Magistral… Uma história de amor épica…” - O, The Oprah Magazine Vencedor do National Book CriticsCircleAward. 
Eleito um dos 10 melhores livros do ano pela NYT Book Review. Há mais de 6 meses nas listas de best-sellers. Direitos para cinema comprados por LupitaNyong’o, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por Doze anos de escravidão.