[Resenha] Contos da Academia dos Caçadores de sombras - Cassandra Clare


Olá gente!

            Espero que estejam prontos para entrar em mais uma fase do mundo Shadowhunter, pois hoje vamos dar continuidade aos trabalhos, vou resenhar para vocês o livro Contos da Academia dos Caçadores de sombras.


Sinopse: Os Caçadores de Sombras estão de volta numa novíssima aventura. Todas as histórias são verdadeiras. E, dessa vez, Simon Lewis está pronto para contar a dele. Simon não se lembra do seu passado, das aventuras que viveu ao lado dos amigos. Nem sequer sabe quem é, de fato. Então, quando a Academia de Caçadores de Sombras reabre, o rapaz mergulha nesse novo mundo, determinado a se reencontrar. Mesmo sem ter certeza de que quer voltar a ser aquele velho Simon de antes. Mas o local é muito hostil e Simon acaba enxergando muitos problemas em sua nova escola. Como o fato de os alunos mundanos serem obrigados a viver no porão, ou sofrerem com as piadas e os preconceitos dos Nephilim. Numa jornada para se redescobrir, para voltar a se reconhecer entre os antigos amigos, como Clary Fairchild e sua amada Isabelle Lightwood (mesmo que ele não se lembre desse amor), Simon vai descobrir que pode ser mais do que antes. Que seu destino como Caçador de Sombras vai muito além de sua missão de voltar a ser quem era.



Autores: Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman.
Editora: Galera Record
Páginas: 504


            O livro que chegou de parceria com a editora parceira Galera Record, traz dez contos que narram a trajetória de Simon (sim, ele mesmo) na recém reinaugurada Academia dos Caçadores de sombras que nada mais é uma escola em que as crianças aprendem a matar demônios. Vou falar de cada conto separadamente, mas gostaria de dizer algumas coisas gerais primeiros.


            Essa história começa meses após o fim da guerra maligna, o mundo dos shadowhunters está se reerguendo e com isso eles decidem reabrir a academia para formar novos caçadores, sendo assim são “convidados” além de filhos de caçadores alguns mundanos que possuem a visão, já que muitas vidas foram perdidas durante a guerra e eles precisam repor o pessoal. É importante dizer que é preciso ter terminado a série “Os Instrumentos Mortais” para começar esse livro, já que além de ficar um pouco perdido nos acontecimentos, existem milhões de spoilers. Para quem já leu a série e já está pronto para uma nova aventura, eu recomendo leiam os contos antes de começar a Dama da meia noite, já que esse livro se passa alguns anos antes e de novo você pode pegar vários spoilers.

            Quero dizer que o livro está lindo e ele BRILHA !!!! A capa holográfica é um atrativo a mais para aqueles que amam esse efeito, mas não é só isso que faz dessa edição belíssima, a editora acertou novamente em manter a ilustração original que traz um Simon bem diferente do que eu imaginei e bem bonito (imaginem isso). As folhas são amareladas, letras confortáveis e um bom espaçamento que deixa a leitura confortável. Mas o que eu mais gostei foi da diagramação, como o livro não é dividido em capítulos cada conto começa com o nome escrito em uma fonte diferente e uma ilustração belíssima no estilo HQ, eu digo como uma apaixonada por livros bonitos que essa foi uma adição muito bem-vinda/vista na minha estante.




            Agora que já falei da beleza visual, preciso falar rapidinho da evolução na escrita da Cassandra, eu já esperava muito desse livro, pois é notório o amadurecimento na escrita da autora, mas não é segredo que o Simon nunca foi o meu personagem preferido e eu tinha algumas ressalvas quanto a um livro todinho dedicado a ele, felizmente os autores souberam transformar o personagem em alguém que merece meu respeito, acho que no momento que passei a conhecer o Simon de verdade, por ele mesmo e não na maneira como os outros personagens o viam pude entender e apreciar sua personalidade. Outra coisa que me assustava um pouco era voltar para a parte introdutória (já estou me livrando desse medo), mas digo que foi um receio bobo, pois a leitura fluiu muito bem, nada parada e nada cansativa, o livro está de parabéns como um todo, agora vou falar um pouquinho de cada conto (só um pouquinho mesmo).

1 – Bem-vindo à academia dos caçadores de sombras







                  
          Aqui conhecemos a deslumbrante só que não academia dos caçadores de sombras (a partir daqui vou falar só academia, é enorme esse nome), vemos como é estar do outro lado, como é ser um simples mundano no meio dos “heróis”, vamos o preconceito e a mania tão irritante de grandeza dos caçadores de sombras. Nunca entendi porque eles protegem a humanidade se a desprezam tanto, mas enfim, começa aqui a nova jornada e conhecemos novos personagens. Temos um vislumbre dos personagens que amamos, mas nada que realmente valha a pena ser dito a não ser que Isabelle merece o Tocantins inteiro, adoro essa personagem e torço absurdamente pela sua felicidade.


Enfim, Simon começa a tomar decisões que vão definir seu futuro, está perdido em meio a sua nova e antiga vida, está completamente zonzo e em busca de ser de novo o herói que as pessoas descrevem. O personagem ganhou já nesse primeiro conto a minha simpatia, essa que ele não conseguiu em seis livros anteriores. Espero muito dele, espero que ele ajude a formar uma geração melhor de caçadores de sombras e assim a meus olhos ele será um herói.

2 – O Herondale Perdido









            Da para odiar mais a Clave? Sim.


      Nesse segundo conto, por meio de uma história com duas visões diferentes conhecemos mais sobre o passado dos caçadores, a Clave como instituição me decepciona muito, mas acho que essa é a intenção dos autores, precisamos conhecer a fundo o mal nessa história para abraçar o futuro.


Simon me representou muito nesse conto, suas tiradas são maravilhosas, sua aversão por educação física nem se fala. Mas um degrau foi conquistado pelo protagonista que soube mostrar sua opinião e não aceitar o errado só porque é a lei, as suas reflexões foram muito profundas e me fizeram pensar e sentir com ele

 O conto acaba com uma visita e uma conexão que fizeram meu coração transbordar de amor, nem eu sabia que prezava tanto essa relação em especial até perdê-la.

3- O demônio de Whitechapel






Vocês não sabem ainda, mas eu AMEI a trilogia As Peças Infernais que também se passa no mundo dos Shadowhunters, logo eu resenho para vocês. Porque eu comecei a falar de outro livro? É que nesse conto temos a participação da Tessa, que vem de As Peças Infernais e diga-se de passagem, é muito amor, muito amor mesmo.

Além da Tessa temos a participação do Jace, duas figuras ilustres no mesmo conto? Isso mesmo. Ele está na Academia para ajudar em uma aula, mas ao longo da história percebemos que esses dois personagens estão nesse conto, pois existe aquela ligação que descobrimos Cidade do Fogo Celestial e está na hora de Jace saber um pouquinho mais do seu passado.

      A lição desse conto é simples e objetiva, Tessa está palestrando sobre um evento que ocorreu a muito tempo, onde um demônio aterrorizou Londres e foi preciso encobrir os rastros, aqui fica claro que os mundanos as vezes ajudam sem querer, pelo simples fato de precisar de uma explicação e isso ajuda aos Caçadores a cumprir seu papel.

4- Nada além de sombras







            
        Nesse conto Simon aprende sobre James Herondale e em como as aparências podem enganar, além disso, vimos mais um pouco como os Caçadores (tá, existem exceções) temem o desconhecido e julgam as pessoas pelo que elas são.

      Achei a história de James muito bacana, o fato de ele ter encontrado pessoas que o apoiaram quando a maioria lhe virou as costas, como ele se “sacrificou” pela sua mãe, tudo que faz dele uma boa pessoa mesmo tendo sangue demoníaco correndo nas veias. Essas histórias sobre o passado me deixaram com gostinho de saudade, mas foi incrível saber como Tessa e Will criaram seus filhos, saber um pouquinho da vida deles e ver Jem tão presente e tão humano mesmo nas condições que se encontra na época.

       Adorei o conto, achei muito envolvente e com uma lição bem legal e muito necessária na vida real, Cassandra está realmente de parabéns. Só quero dizer que preciso de uma história do James, preciso de um pouquinho mais desse caçador de quem que eu tanto gostei.

5 – O mal que amamos







Nesse conto o palestrante é ninguém menos que Robert Lightwood e lição aqui é sobre o Círculo e como os caras maus podem ser carismáticos e “induzir” um bom indivíduo ao erro. Mas na minha perspectiva a lição foi como Robert era um homem fraco, cheio de fantasmas e Valentim soube usar isso a seu favor.

 Esse é um conto legal, mas não meu preferido, como já li sobre o círculo nos livros anteriores achei meio redundante, pois já tinha escutado sobre todo o charme de Valentim e o arrependimento dos antigos membros do círculo. Porém fora da sala de aula, uma lição muito legal foi aplicada e confesso que esse fato salvou esse conto, pois eu realmente fiquei confusa com certos comportamentos.


6 – Os reis pálidos e a princesa







            
         Nesse conto o assunto é mais atual e promete muita dor de cabeça no futuro, conhecemos aqui um pouco sobre as fadas, e a torturada da vez foi Helen Blackthorn uma mestiça que está exilada por causa de seu sangue meio fada. Achei extremamente cruel fazer a Helen passar por tal coisa, se já não bastasse a “pena” por ela sem quem é, eles ainda buscam humilhar e ferir mais ainda a menina.

        Uma história paralela puxa um pouco o foco da lição principal “fadas são do mal, não confiem nunca”, mas sobre isso vocês terão que ler para saber e digo mais para aguçar a curiosidade de vocês “nem tudo o que parece é” guardem essa frase e no fim do conto vocês vão entender do que eu estou falando.

7 – A língua afiada







          
          Aqui temos mais um tapa na cara da Clave, desse conto não posso falar quase nada, se não entrego o principal e perde a graça. Mas vou dizer apenas que me cortou o coração em mil pedacinhos e no fim os caquinhos foram um pouco colados, mas terminei com um gosto amargo na boca e certeza de tretas futuras.

8 – O teste de fogo


            Se existe uma coisa que eu amo e tinha muita vontade de saber mais era sobre a cerimonia Parabatai. Nesse conto esse tema foi abordado, pois Emma e Julian (prevejo tretas no futuro) estão prestes a realizar a cerimonia e convidam Clary e Simon para serem suas testemunhas. O momento é bem propicio já que Simon está no dilema se convida Clary ou não para ser sua parabatai, está se questionando o que é de fato esse laço, o que compõe essa relação e no fim do conto todas as suas dúvidas foram sanadas.

       Para que vocês saibam mais sobre a cerimonia e as respostas que o Simon encontra vão precisar ler o livro, mas adianto que gostei bastante, me envolvi muito, ainda mais quando Jem aparece e fala do Will, confesso que só de ler o nome dele e lembrar da ligação e do amor dos dois personagens apertou meu coração.

9 – Nascido para a noite sem fim








            Uma palavra define esse conto Malec.


É muita alegria quando seu casal preferido tem um conto 99% voltado para ele.  Aqui Magnus está na academia por algumas semanas para ministrar algumas palestras, Alec o acompanha e um acontecimento inesperado cola o casal em uma posição muito delicada.

Não diferentes dos outros contos, aqui temos mais uma reflexão, aqui pensamos sobre laços sanguíneos e amor. Eu adorei ver a interação do Magnus com o Alec, como é a vida de casal deles, como superaram os acontecimentos passados e estão firmes, fortes e confiantes no amor.

Alec foi a grande surpresa desse conto, ver como o personagem evolui e se tornou um adulto tão maravilhoso que respeita todos os seres e é respeitado de volta por todos eles. Nesse conto foi trabalhada a reconstrução do relacionamento dele com a família e a aceitação de Magnus no meio deles, achei as cenas lidas e muito engraçadas, nunca tinha pensado nesse lado dos Lightwood, mas amei conhece-lo.

           
10 – Anjos que caem duas vezes.


















        Chegamos ao último conto, em Anjos que caem duas vezes Simon e seus amigos estão se preparando para Ascensão, um momento de tudo ou nada, onde eles (mundanos) iram beber do cálice e se tornar um caçador de sombras ou morrer tentando (literalmente).

        Esse conto é cheio de nostalgia e promessas, promete um futuro diferente, que será construído aos poucos. Mas o que mais importou nesse conto, a lição mais valiosa que temos aqui é que caçadores de sombras precisam lidar com a morte desde sempre. Perdas inesperadas e doloridas, mas é preciso aceitar isso e seguir em frente com a vida.

           Fiquei realmente impressionada com esse final, confesso que fui pega de surpresa e demorei alguns minutos para assimilar o que Cassandra fez. Foi tudo tão rápido e inesperado, não deixando tempo de reação para os personagens, nem para o leitor. Ela foi um pouco cruel, porém foi magnífica e escreveu um final de tirar o folego.




Para concluir essa resenha, afirmo que esse livro está maravilhoso, são 10 contos e cada conto ensina uma lição valiosa, não apenas para um Caçador de sombras, mas para levarmos para a vida. Adoro a maneira como a autora (nesse caso autores) retratam as falhas da Clave, não medem esforços para mostrar que a forma deles é errada e por muitas vezes cruel, mas o que importa e se destaca é a forma como foi abordado o mudar, não precisamos aceitar o que nos é imposto, podemos mudar nosso pequeno mundo e transformar isso em grandes mudanças, a diferença está em cada um, em cada decisão, essa foi à lição que eu tirei dessa leitura. Espero que vocês possam apreciar esse livro assim como eu, se encantar e mergulhar nessa academia que transforma vidas e promete um futuro cheio de Caçadores de Sombras melhores e mais humanos.

PS: Eu sei que a resenha ficou enorme, peço desculpa, mas não me arrependo nem um pouco!!

Esse livro foi cedido pela editora em forma de parceria.

Classificação: 5 estrelas


Beijos e até aproxima.

4 comentários:

  1. Oi Thayza!
    Olha,sempre tenho meu pé atrás quando sai livro novo dos Caçadores das Sombras.Acho que sou a única pessoa no universo que não achou Instrumentos Mortais tudo isso kkkkkkkkkkk
    A escrita da Cassandra me incomoda demais,então é bom saber que aqui a escrita dela evoluiu.
    Que edição hein,super caprichada por dentro e por fora!
    Quem sabe resolvo me aventurar de novo nesse mundo...
    Beijos!

    http://livreirocultural.blogspot.com.br/

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  2. Nunca li nada da autora e suas séries não me chamam atenção, mas falou em conto me chama atenção. Sou apaixonada por este gênero literário.

    Beijos Thayza.
    https://cabinedeleitura0.blogspot.com.br/2017/09/o-bilhete-na-garrafa-thiago-andrey.html

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  3. Bom dia!
    Cassandra Clare me surpreende em casa leitura que faço dos livros dela.
    Em um momento acho que a autora se perdeu e no outro se torna minha preferida de novo rsrs,gostei muito deste livro a escrita dela evoluiu bastante e está capa realmente maravilhosa .a editora caprichou em todos os sentidos
    Parabéns pela resenha ficou show de bola

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  4. Olá!
    Sempre leio resenhas muito positivas sobre essa obra, no entanto fantasia não é algo que eu ame de paixão então vou deixar a dica passar dessa vez, mas fico imensamente feliz em saber que tenha gostado tanto assim da obra a ponto de dar nota máxima.

    beijinhos!

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