E quando chega a hora de dizer adeus?

Se existe uma certeza que temos na vida é a morte, e que um dia teremos que lidar com ela.


Sinopse: “Cadê vocês? Me respondam.”
Essa foi a última mensagem que Carver mandou para seus melhores amigos, Mars, Eli e Blake. Logo em seguida os três sofreram um acidente de carro fatal. Agora, o garoto não consegue parar de se culpar pelo que aconteceu e, para piorar, um juiz poderoso está empenhado em abrir uma investigação criminal contra ele. Mas Carver tem alguns aliados: a namorada de Eli, sua única amiga na escola; o dr. Mendez, seu terapeuta; e a avó de Blake, que pede a sua ajuda para organizar um “dia de despedida” para compartilharem lembranças do neto. Quando as outras famílias decidem que também querem um dia de despedida, Carver não tem certeza de suas intenções. Será que eles serão capazes de ficar em paz com suas perdas? Ou esses dias de despedida só vão deixar Carver mais perto de um colapso — ou, pior, da prisão?



Autor: Jeff Zentner
Editora: Seguinte
Páginas: 385


Carver era um jovem como qualquer outro, com aventuras, vivências e problemas de jovens, mas que nem tão cedo esperava perder pessoas tão queridas. Após os seus melhores amigos sofrerem um acidente de carro, Carver passa a se culpar pelo o ocorrido, agora teria que enfrentar o seu luto, aprender a lidar com a perda e ainda lidar com os inúmeros julgamentos e essa culpa que carregava.

Na maioria das vezes, a gente não guarda as pessoas que ama no coração porque elas nos salvaram de um afogamento ou nos tiraram de uma casa em chamas. Quase sempre, nós a guardamos no coração porque, em um milhão de formas serenas e perfeitas, elas nos salvaram da solidão.



Sua vida virou de cabeça pra baixo e o seu coração destruído, diante disso um convite inesperado o surpreende. Convidado pela avó de um de seus falecidos amigos para viver um dia de despedida, com o objetivo de encerrarem de vez aquele luto que estavam sentindo, Carver vivencia momentos como se estivesse com o seu grande amigo, Black. O que ele não contava é que a família dos seus outros dois amigos, Mars e Eli, também embarcariam na ideia de fazer um dia de despedida para seus respectivos falecidos, porém esses dias não teriam o mesmo propósito que o dia de despedida de Black. Carver teve a oportunidade de conhecer a maneira como cada família tem de lidar com o luto, e que algumas famílias só pretendiam os culpar. Com a ajuda do seu terapeuta, ele tenta colocar a cabeça no lugar para enfrentar a tristeza, o luto e até uma possível prisão.  
 Este dia aguçou tudo o que eu vinha sentindo nas últimas semanas. A Culpa. O luto. O medo. Afiou esses sentimentos até ficarem cortantes e ardentes. Mas, por outro lado, tirou um pouco daquela pontada e a substituiu por uma sensação pesada de ausência. Enquanto o luto é um sentimento mais ativo - um processo de negociação -, a ausência parece o luto com uma dose de aceitação.

Esse livro é especial, ele me trouxe um aprendizado incomum por trazer à tona uma doença psicológica que muito ouvimos falar, mas que pouco damos importância: A depressão e os ataques de pânico. O autor não me deu trégua, ele trabalhou de uma forma profunda cada detalhe do problema.

Ausências dão a sensação de perda. Perda dá a sensação de luto. Luto dá a sensação de culpa. Culpa é uma angústia escarlate.

Emoções, angustias, e conhecimento.
“Dias de despedida” agora tem um espaço reservado no meu coração.
RECOMENDO a qualquer leitor. Em algum momento vocês, assim como eu, se identificará com algum pedacinho da história de Carver.

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