Olá pessoal.

Sabe aquele momento em que você está saindo de um relacionamento, os sentimentos estão a flor da pele e tudo o que você precisa é colocar para fora tudo aquilo que te consome? Foi isso que Igor Pires da Silva fez. Ele externizou o que sentia, através de palavras que acabaram por se transformar em textos incrivelmente poéticos que foram publicados no Facebook, surgindo assim o TCD.


Sinopse: Indo contra a tendência dos textos curtos e superficiais que são postados nas redes sociais, esse coletivo literário passou a produzir e compartilhar um conteúdo extenso, profundo e extremamente poético em suas páginas do Facebook e no Instagram. Com seus escritos e ilustrações, eles acabaram atingindo um público muito maior que o esperado, nos mostrando como, apesar da crescente agilidade que a nossa comunicação exige, ainda precisamos de tempo para digerir e entender nossas complexas relações humanas. Para este livro foram produzidos textos inéditos que ganharam a companhia das sensíveis ilustrações de Anália Moraes.




Autor: TCD
Editora: Globo Alt
Páginas: 304


A primeira vez que ouvi falar deste livro fiquei bastante intrigada por causa do título. Como assim Textos que são cruéis demais para serem lidos rapidamente? E foi por causa deste título que acabei comprando este livro sem saber nada a respeito da sinopse. Quando o peguei na mão percebi que era pequeno e que por serem textos, conseguiria ler em um dia. Ledo engano, os textos são realmente cruéis, mas tão cruéis a ponto de ter que parar a leitura inúmeras vezes para refletir e tomar ar. O que era para ser uma leitura de um dia, se tornou uma leitura de quase um mês.




Este livro descreve os momentos em que passamos ao terminar um relacionamento e, é dividido em quatro partes: o término, as lembranças, a reconstrução e a superação. Ao ler, fui me identificado e revivendo cada um desses momentos. Uma das coisas incríveis deste livro, é que ele te faz perceber que muitas vezes aquela dor que você acha que só você viveu é conhecida por todos que passaram pela mesma situação.

“...tenho medo de me pedirem reciprocidade e todas essas coisas que não fazem sentido quando o amor não é uma ciência exata, mas sim, permissões e concessões...”

É um livro de autoconhecimento, ao longo da leitura fui me identificando e reconhecendo situações pelas quais já vivi. Alguns textos me provocaram um sorriso no rosto, enquanto outros foram um soco no estômago.

“por vezes reciprocidade tem a ver com disposição.
‘eu estou disposto a ir fundo nisso? A estar aqui? A dar o meu melhor?’ “

           Por ser um livro que afeta tanto o lado pessoal das pessoas, é difícil dizer qual é o melhor texto (todos são excelentes), mas posso dizer alguns dos que me tocaram mais:

  • Oito
  • Doze
  • Like crazy
  • Um pé de cerejeira no meio do planeta Terra
  • Uma memória sobre a cômoda
  • Recipro cidades
  • Listas para quando você for ao mercado
  •  

Outra coisa maravilhosa neste livro, são as ilustrações que acompanham os textos. Elas traduzem os sentimentos de uma forma incrivelmente poética.




Este é um excelente livro, mas não é um livro para todos. Para lê-lo é necessário que você esteja forte, pois ele tem o poder de trazer à tona as dores e angustias mais escondidas. Ele pode de ajudar a superar muitas coisas, mas se não estiver atento pode também te derrubar profundamente.

“ há pessoas que amo porque
mesmo quando param de crescer
continuam crescendo
para dentro”

Beijos e abraços

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