Oi, gente!
 Quem acompanha a gente no Instagram está por dentro da leitura coletiva que participamos com o livro “Menina mitacuña”! Vem conferir um pouquinho dos trechos que mais gostei e conhecer essa história. 
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Sinopse: Um soldado negro, desertor do exército imperial do Brasil, e uma menina guarani cruzam o território paraguaio rumo a Assunção. Ainda que em silêncio, cultivam uma amizade calcada naquilo que não pode (e não precisa) ser dito. O cenário é a Guerra do Paraguai, conflito que dizimou a população masculina paraguaia e que, até hoje, é alvo de vários estudos históricos e de geopolítica.


Autor: Paulo Stucchi
Páginas: 195








“O Cabo Reis nunca poupara esforços para honrar o uniforme que trajava. Ainda que fosse acusado de sanguinário e de usar força desproporcional contra seus inimigos, ele sabia que, numa guerra, havia dois tipos de gente: os mortos e os vivos.”




"Negro João aprendeu assim (...). No início, quando eclodiram as primeiras batalhas em solo paraguaio, ele desejou morrer. Porém, cercado por inimigos e vendo seus companheiros caírem mortos, decidiu sobreviver. Mas o preço da vida é a morte da alma. Disso ele não tinha dúvidas."



"Presenciou, várias vezes nos últimos três anos, momentos em que a morte, era, certamente, mais doce do que o que restava aos vivos."


"Foi uma conversa muda. Nada precisava ser digo, afinal. Ele era um homem. Sempre fora o homem da casa. Ela precisava dele, mas seu país precisava mais. Esboçou um sorriso, dizendo com os olhos que logo voltaria. Ela, por sua vez, não conseguiu sorrir, mas arregalou os olhos amendoados confirmando que estava pronta a ajudá-lo a arrumar as poucas mudas de roupa que tinha."



" Então, subitamente, pareceu identificar uma voz em meio a todo aquele turbilhão. Sua mãe costumava dizer que era possível as pessoas falarem pelo coração. Duvidando, ela perguntou a padre Flores se isso era realmente uma verdade, ou se sua mãe a estava querendo enganar. O gentil padre espanhol sorriu com os olhos semicerrados e respondeu que sua mãe tinha razão. Que os homens que amavam podiam falar, não somente pelo coração, mas pela energia que transborda através do amor."



" Naquele momento, tudo ao redor parecia ter se congelado. Negro João reavivou em seu íntimo o calor que Isabel lhe transmitia, ainda que de modo totalmente platônico e frio. Sentiu o acolhimento de sua mãe e pôde ouvir claramente os conselhos dela, as instruções para que fosse um bom cristão. 'Porque a vida, João, é feita de espinhos, mas o que Deus guarda para nós é algo muito além da bondade que podemos ver ou crer no mundo dos homens. Se hoje nós sofremos, um dia seremos merecedores de graças infinitas. Foi isso o que aprendi, e é isso o que quero que tu saibas, filho', ela dizia." 


  Foi uma experiência muito gratificante. Durante a leitura coletiva, participei de um grupo no whatsapp junto com outras leitoras e o autor também estava lá. O Paulo Stucchi é uma pessoa muito simpática e atenciosa, esclareceu todas as curiosidades que foram surgindo durante a leitura e ainda aceitou participar de encontros literários que estavam organizando se tivesse espaço em sua agenda. Hahaha
 O livro está disponível na Amazon e eu super indico a leitura!

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