Olá, pessoal!

            Depois de ser fisgada pela capa de "A sutil arte de ligar o foda-se", hoje vim aqui falar um pouquinho do que achei da leitura, então vamos começar, mas antes aqui fica um alerta para quem gostou e até mesmo para quem não gostou: Toda obra merece ser respeitada, e opiniões também.

Sinopse: Chega de tentar buscar um sucesso que só existe na sua cabeça. Chega de se torturar para pensar positivo enquanto sua vida vai ladeira abaixo. Chega de se sentir inferior por não ver o lado bom de estar no fundo do poço. Coaching, autoajuda, desenvolvimento pessoal, mentalização positiva - sem querer desprezar o valor de nada disso, a grande verdade é que às vezes nos sentimos quase sufocados diante da pressão infinita por parecermos otimistas o tempo todo. É um pecado social se deixar abater quando as coisas não vão bem. Ninguém pode fracassar simplesmente, sem aprender nada com isso. Não dá mais. É insuportável. E é aí que entra a revolucionária e sutil arte de ligar o foda-se. Mark Manson usa toda a sua sagacidade de escritor e seu olhar crítico para propor um novo caminho rumo a uma vida melhor, mais coerente com a realidade e consciente dos nossos limites. E ele faz isso da melhor maneira. Como um verdadeiro amigo, Mark se senta ao seu lado e diz, olhando nos seus olhos: você não é tão especial. Ele conta umas piadas aqui, dá uns exemplos inusitados ali, joga umas verdades na sua cara e pronto, você já se sente muito mais alerta e capaz de enfrentar esse mundo cão. Para os céticos e os descrentes, mas também para os amantes do gênero, enfim uma abordagem franca e inteligente que vai ajudar você a descobrir o que é realmente importante na sua vida, e f*da-se o resto. Livre-se agora da felicidade maquiada e superficial e abrace esta arte verdadeiramente transformadora.

Autor: Mark Manson
Editora: Intrínseca
Páginas: 224

            Para começar, a capa e o título chamam a atenção. Eu mesma que não achei a leitura das melhores fui fisgada algumas vezes na livraria e fiquei curiosa em saber se o conteúdo era assim tão diferente quanto a capa. 


“A vida é basicamente uma série interminável de problemas.”

            Sendo totalmente sincera, em todo meu percurso na vida de leitora eu só peguei dois livros de autoajuda para ler.   Um deles eu guardei uma frase que soa até um pouco polêmica, algo como "Autoajuda só ajuda o autor que está vendendo os livros".

            No meu ponto de vista, livros de autoajuda são um tanto delicados porque não se trata de uma ficção com personagens que podemos gostar ou não. Ele acaba colocando você leitor como o personagem, onde o cenário é a sua vida e um roteiro é criado com base nas crenças e valores do autor para te direcionar para "uma vida melhor", seja tentando passar uma visão otimista ou não.

            O ponto chave é que boa parte das pessoas que buscam esse tipo de leitura é porque acreditam que existe algo ali que seja capaz de tirar um pouco do peso que sentem sozinhos. Veja bem, eu disse boa parte, não todos. Algumas pessoas conseguem ler, dissecar, tirar o que tem de útil e descartar o que não é relevante. Eu vejo como um problema um livro que traz "promessas" cair em mãos de pessoas que podem não estar emocionalmente em um estado que as façam capaz de notar esses detalhes de que nem tudo se aplica.



            Escrito por Mark Manson (se você achou o nome familiar, talvez tenha sido pela carta aberta que ele dedicou ao Brasil em 2016: https://markmanson.net/brazil_pt, 34 anos, blogueiro, formado em finanças e palestrante de temas relacionados sobre como levar uma vida melhor, A Sutil Arte De Ligar O Foda-se foi o segundo livro do autor, sendo o primeiro "Models: Attract Women through Honesty".

             Tendo como ideia principal a questão de que nem sempre a vida é boa e que temos que escolher pelo que queremos sofrer, eu acredito que o livro foi um tanto superestimado. Se pararmos para pensar, essa mesma ideia está em livros de ficção como "A culpa é das estrelas" quando aprendemos com Hazel e Augustus que as vezes a vida é uma droga mas depende de nós se vamos ficar lamentando ou aceitar nossas escolhas já que não dá para escolher se você vai ou não se ferir.

“Assim como a dor física, a dor psicológica indica que há um desequilíbrio, que algum limite foi excedido. E, também como a dor física, a psicológica nem sempre é indesejável ou de todo ruim. Em certos casos, passar por dores emocionais ou psicológicas pode ser saudável  ou mesmo necessário. […] O que nos leva a deduzir um dos grandes perigos de uma sociedade que se esquiva cada vez mais dos inevitáveis desconfortos da vida: perdemos o benefício da passagem por doses saudáveis de dor, e essa perda nos desconecta da realidade”.

            Então, se não tem nada de novo, por que fez tanto sucesso?

            Para começar, a capa e o título chamam a atenção. Eu mesma que não achei a leitura das melhores fui fisgada algumas vezes na livraria e fiquei curiosa em saber se o conteúdo era assim tão diferente quanto a capa.

            A linguagem é despojada, se adequando a um público que acredita que ao adotar uma linguagem menos culta isso torna quem está escrevendo em uma pessoa a favor da verdade. Pessoalmente acredito que existem mil formas de se passar verdades, e tudo bem se no caso dele é "chutando o pau da barraca", mas em alguns momentos ficou um tanto desnecessário. 

             O autor começa os capítulos com história de personalidades conhecidas, e cada uma delas demonstra algum ensinamento, e até aí tudo bem, mas chega em determinado ponto que o livro se torna um tanto repetitivo... São 224 páginas para transmitir esse recado: Se a vida estiver uma droga, faz parte da saga do ser humano. Não tente ser melhor, aceite a dor e aprenda com ela.

“Os ricos sofrem por serem ricos. Os pobres sofrem por serem pobres. Pessoas sem família sofrem por não terem família. Pessoas com família sofrem por causa da família. Pessoas que buscam prazeres mundanos sofrem por causa dos prazeres mundanos. Pessoas que se abstêm dos prazeres mundanos sofrem por se absterem”.


            Tive um pouco de dificuldade mas li até o final e fiz o que falei lá em cima: Dissequei e tirei o que tinha de bom.



            Para deixar bem claro, essa é apenas a minha opinião mas grande parte das avaliações são positivas então quem quiser compartilhar a experiência de ter lido e gostado, deixe aqui seu ponto de vista!


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34 Comentários

  1. Essa capa é realmente bem chamativa! Eu mesma tbm já me peguei varias vezes pensando em comprar e agora com a sua resenha consegui analisar melhor !

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    1. Oi Dayanne!
      Pois é, na minha visão foi uma ótima jogada de marketing.

      Obrigada pela visita!

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  2. Oi, que título é esse? kkk Simplesmente genial e diz muito sobre nossos tempos atuais ou, pelo menos, expressa o que sinto diante deles, haha. Haja sangue de barata, haja paciência! Muito boa a indicação, não conhecia o livro. Adorei a resenha também.

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    1. Oi Rob! Que bom que gostou, porque pra mim foi meio difícil. Hahaha

      Obrigada pela visita!

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  3. O título e a capa realmente chama bastante a atenção, porém o assunto do livro eu achei um pouco delicado, pelo fato do autor ter colocado no livro que se a pessoa estiver em um momento ruim da vida, que ela não precisa tentar melhorar isso e sim viver a vida mesmo que ela esteja ruim.
    Mas, um ponto positivo que achei nesse livro de " autoajuda" é que pela sua resenha deu para perceber que o autor escreveu de uma forma leve e de fácil entendimento, gostei da resenha.

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    1. Oi Pamela!

      Pois é, delicado... Acredito que a intenção era dizer apenas um "Tudo bem se as coisas dão errado, faz parte da vida", mas para quem levar ao pé da letra pode sim logo de cara dar a impressão de que ele manda a pessoa perder as esperanças de que as coisas funcionem bem sim. Para quem for ler, é necessário saber filtrar e interpretar.

      Obrigada pela visita!

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  4. Olá!! :)

    Eu confesso que não conhecia este livro, mas a verdade é que não me chamou muito a atenção…

    A verdade e que e uma pena que também a linguagem não seja muito cuidada, mesmo com esses exemplos de historias reais a ilustrar as situações!

    Boas leituras!! ;)
    no-conforto-dos-livros.webnode.com

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    1. Olá!

      Sim, acredito que ele podia ter aproveitado de forma melhor o trabalho.

      Obrigado pela visita!

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  5. Estou com esse livro na minha cabeceira já faz algumas semanas, mas tive que pausar a leitura pq achei confuso e há algumas partes que senti que caiu e contradição rs. Mesmo assim quero retomar e tentar concluir, fazer igual vc.. tirar apenas o que é bom

    Sai da Minha Lente

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    1. Oi Clayci,

      confesso que em alguns momentos pensei em desistir da leitura, mas no final valeu para tirar uma conclusão melhor.
      Se concluir a leitura me diz o que gostou depois, tá bom?

      Obrigada pela visita!

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  6. Oie Vanessa!

    Costumo dizer que o que as pessoas nunca vão achar na minha estante são livros de auto-ajuda, biografias e livros de poemas. Não consigo gostar desses gêneros. A capa desse livro realmente chama a atenção, e em meus momentos de bad eu até já quis comprar ele, mas depois bate aquela dúvida: O que eu vou tirar daí que não posso tirar de outro lugar? E desisto kkkkkkkk Realmente tem que ter um certo filtro pra lidar com esse tipo de leitura!

    Beijos,
    www.entrepaginas.com.br

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    1. Oi Ana!

      pois é, auto ajuda é complicado. Mas se quiser uma indicação de um que nem parece auto ajuda mas que é, leia "Beleza perdida". O único livro de auto ajuda que eu li e recomendei ao mundo. Realmente incrível.

      Obrigada pela visita!

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  7. Lembro que esse livro fez muito sucesso pelo Booktube, e eu, assim como você, não sou o tipo de pessoa que lê muito auto ajuda, então mesmo com todo o burburinho, eu não me interessei tanto, ainda assim, achei a proposta bastante válida e sinceramente, pra obra fazer tanto sucesso assim, é porque tem funcionado pra muita gente.

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    1. Oi Dayhara! eu não sei se realmente funcionou ou se as pessoas foram seguindo a maré, mas acredito que toda leitura acrescenta em algo, né?

      Obrigada pela visita!

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  8. Tudo bem?
    Não é o tipo de leitura que costume me agradar. Não curto auto-ajuda,biografias, entre outros.
    E o título apenas me chama atenção como uma ironia ou deboche. Mas não me desperta interesse em ler.

    Já ouvi falar muito desse livro e pessoas que amaram. Você é uma das poucos que não curtiu. (Que eu tenha visto).

    Apesar de não ser um livro que me interesse, acho que muita gente gostou. Se não me engano ele passou a figurar entre os mais vendidos por um período..
    Então assim como disse a Dayhara deve ter funcionado para muita gente.

    Beijos.

    www.alempaginas.com

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    1. Oi Karini!
      Acredito que toda leitura acrescenta em algo, mas que as vezes o marketing trabalha muito mais do que o conteúdo do livro em si. Mas vai saber. Hahaha

      Obrigada pela visita!

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  9. Oi vanessa, uma pena que não gostou tanto do livro. A capa realmente chama atenção, não só pela cor, mas principalmente pelo título. EU tenho curiosidade de ler ainda.
    Bjs, Rose

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    1. Oi Rose!

      Espero que sua experiência seja melhor do que a minha.

      Obrigada pela visita!

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  10. Oi Vanessa,
    Estou bem curiosa para ler esse livro, inclusive, comprei o ebook. Fiquei muito triste por você ter precisado dissecar o livro para pegar partes boas e por ter dito que ele é um pouco mais do mesmo, sabe? Eu gosto da ideia de ler livros de autoajuda - mesmo que não o faça com frequência - e vou tentar encaixar esse livro entre as próximas leituras.
    Beijos!

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    1. Oi Bruna! Espero que sua experiência seja melhor do que a minha, mas o único livro do estilo que gostei foi "Beleza perdida".

      Obrigada pela visita!

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  11. Olá, o título desse livro chama mesmo a atenção. Gostei de conferir suas considerações sobre ele. Acho que dentro do subgênero autoajuda há uma infinidade de títulos bem diversos, e que podem ser úteis ou não para determinado leitor. Como você bem pontuou, a ficção também pode passar mensagens como esses livros de não-ficção, depende bastante da interpretação do leitor. Pena que o livro não mereceu uma avaliação máxima, mas entendo.

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    1. Oi Mari!

      É verdade. Eu já li um chamado "Beleza perdida" que é classificado cono auto ajuda, é uma releitura de a Bela e a Fera e trás uma mensagem maravilhosa sobre a questão da auto estima. Então sim, vai bem dessa questão daquilo que combina com cada um, concordo com você.

      Obrigada pela visita!

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  12. Olá,

    Já vi a opinião de muitas outras pessoas que são como a sua, temos que filtrar bem esse tipo de livro e separar o que é relevante para a gente...

    Beijos e parabéns pela resenha...
    Blog Âncora Literária

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    1. Oi Ana!

      Pois é. Confesso que fiquei com um pouco de medo por ter uma visão não muito positiva, porque a maioria das pessoas se agradou, mas eu não vi nada que valesse taaanto. Enfim, no final tudo da para ser aproveitado, certo?

      Obrigada pela visita!

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  13. são poucos os livros de autoajuda que eu leio, eu gosto do estilo mas sou beeem seletiva com eles porque sei que vários são apenas formulas batidas =/

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    1. Oi! Eu acho que dei azar, porque até hoje só teve um livro desse estilo que gostei.

      Obrigada pela visita!

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  14. Olha, não tenho o hábito de ler livros de autoajuda, mas quando algum me desperta interesse eu leio. O que não foi o caso desse. O título eu até achei bacana, mas vendo um pouco mais sobre o livro eu vi que não seria uma boa leitura para mim. Eu gostei de ver a sua sinceridade na resenha.

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    1. Oi Beatriz! Acho que o único livro desse gênero que gostei, foi o "Beleza perdida". Eu nem sabia que ele era de auto ajuda quando vi, mas quando soube foi uma surpresa boa.

      Obrigada pela visita.

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  15. Minha mãe quer muito ler este livro e estava pensando em presenteá-la, mas agora fiquei um pouco insegura quanto à isso. Sobre auto-ajuda só ajudarem, de fato, os próprios autores eu acho que posso concordar. Deveria existir algum tipo de regra, controle, fiscalização, não sei... neste processo de escrita. Imagine só se algum leitor com transtornos psicológicos de qualquer origem acaba interpretando mal algum conselho de autoajuda? Isso vindo de qualquer livro. É perigoso, pois acabam nos influenciando quer queiramos ou não.

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    1. Oi Taísa!
      Minha opinião é exatamente essa. Tenho medo por outras pessoas... Ach que auto ajuda é um termo muito sério para rotular qualquer livro.

      Obrigada pela visita!

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  16. Olá,

    Não sou fã do gênero auto ajuda, não consigo me adaptar a livros nesse estilo, alguns até me chamam a atenção, o que não foi o caso desse. Depois que li alguns comentários a respeito, ficou nítido que não é uma leitura que vou gostar, por isso deixarei a dica passar.

    Beijos,
    oculoselivrosblog.blogspot.com.br/

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    1. Oi Thayenne, acho que o único livro de auto ajuda que li e gostei, foi "Beleza perdida". Se tiver a oportunidade, leia. É incrível e passa longe desse pradrão de "manual"!

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  17. Oi, Vanessa!
    Entendo perfeitamente o que você sentiu com essa leitura. De boas, também não curto livros de auto-ajuda justamente por ter uma proposta de ajudar, mas depende mto mais da pessoa que está lendo, do que do próprio autor, então a ajuda é mto relativa. A proposta do livro é interessante, mas não é uma leitura que eu realmente aprecie, por não comprar a ideia de auto-ajuda.
    bjs
    Lucy -Por essas páginas

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    1. Oi Lucy!

      Pois é,bem complicado, não é?

      Obrigada pela visita!

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