Oi, pessoal.

 Acredito que todos que conheçam a autora e já procurou dar uma olhada sobre o que trata esse livro já tem consciência de que o tema central é a violência doméstica.
 Eu estaria mentindo se dissesse que muitas vezes durante a vida eu não julguei uma mulher ou qualquer outro ser humano que se presta a sofrer na mão de outra pessoas, mas a Colleen conseguiu passar com sua escrita o real motivo de boa parte dessas situações acontecer.


Sinopse: Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade.
Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco.




Autor: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Páginas: 368





 Acredito que todos que conheçam a autora e já procurou dar uma olhada sobre o que trata esse livro já tem consciência de que o tema central é a violência doméstica.

 Eu estaria mentindo se dissesse que muitas vezes durante a vida eu não julguei uma mulher ou qualquer outro ser humano que se presta a sofrer na mão de outra pessoas, mas a Colleen conseguiu passar com sua escrita o real motivo de boa parte dessas situações acontecer.

 Abro a boca para responder, mas suas palavras me deixam em silêncio. Todos nós somos humanos e, às vezes, fazemos coisas ruins. Acho que isso é verdade, de certa maneira. Ninguém é exclusivamente ruim ou exclusivamente bom. Algumas pessoas só precisam se esforçar mais para suprimir o lado ruim.


 Na primeira parte do livro começamos a leitura sendo apresentada a Lily Bloom, uma jovem recém formada que acaba de perder o pai pelo qual não tinha muita empatia devido a ter testemunhado inúmeras agressões dele em sua mãe.
 Lily é uma personagem forte, que desde a adolescência demostrou coragem para defender a mãe dentro de casa e aprendeu cedo a desconfiar de boa parte dos homens do mundo.


 Em uma noite, Lily conhece Ryle Kincaid, um neurocirurgião que tem como prioridade sua carreira, e dessa forma relacionamentos para ele só servem se for de forma casual. Após uma breve interação entre eles, Ryle deixa claro sua atração por Lily, mas ela não tem a mesma ideia sobre relacionamentos casuais.

Sinto a voz dele em meu estômago. Isso não é nada bom. Vozes deveriam parar no ouvido, mas às vezes – não é sempre que isso acontece – a voz passa pelos meus ouvidos e reverbera diretamente pelo meu corpo. 

 Algo que chama a atenção é que mesmo em um momento breve de conversa, o casal mostra que além da atração mutua, também funcionam bem em uma conversa. Eles criam um jogo chamado "verdade nua e crua" onde um diz ao outro exatamente o que está pensando, sem filtros.

 Também somos apresentado a Atlas, um jovem com tantos problemas quanto Lily. Os dois se unem e compartilham seus problemas quando são mais novos, encontrando um no outro um porto seguro.

 A história se desenrola e Lily se vê em uma posição que nunca imaginou antes.
 No futuro… se por algum milagre você se encontrar em posição de se apaixonar novamente… se apaixone por mim!

 Não vou entrar em detalhes, porque a essência do livro pode se perder, mas farei aqui alguns comentários.


 Ninguém gosta de ser maltratado, e em alguns casos ninguém maltrata porque quer. Ao mesmo tempo temos que considerar que mesmo que a pessoa tenha problemas em controlar seus impulsos, NINGUÉM é obrigado a aturar, mas as vezes é mais difícil ir embora do que podemos imaginar.

Só porque uma pessoa te machuca não significa que podemos simplesmente parar de ama-la. Não são as ações de uma pessoa que nos machuca. É o amor. Se não tem amor ligado a ação, a dor seria um pouco mais fácil de aguentar.

 É fácil opinar e achar que se estivesse no lugar da outra pessoa, você agiria de forma diferente, mas somente ela sabe o que está sentindo.
 É complexo.
 É cruel.


 Já li outros livros da Colleen que foram um soco no estômago, e esse não deixa de ser um deles. Sofri junto com a Lily e a pior parte disso tudo é que a trama é tão plausível que me deu tristeza em notar que é dessa forma que acontece.

 No final temos uma nota da autora onde ela explica que a história foi baseada em experiências presenciadas em sua família. 

Deixo aqui meu coração partido com vocês.





 Classificação














Um Comentário

  1. Olá!


    Li muitas resenhas sobre esse livro! a sua me deixou mais ainda curiosa para poder ler!
    Amo a C.H e ela está sempre nos surpreendendo.

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