Olá gente!

            Há pouco tempo eu trouxe para vocês a resenha do primeiro livro da série The Enforcers da autora Maya Banks e hoje eu vim contar o que eu achei da continuação, então continue lendo para saber minha opinião sobre Dominada.

DominadaSinopse: O desejo que explodiu em Submissa continua em Dominada. O 2º livro da série que vai mexer com você da cabeça aos pés. Poder, sedução, dinheiro, obediência, dominação e prazer. Nesse jogo, o amor não entra nas regras. Até agora.... Para salvá-la, ele foi obrigado a traí-la… No mundo sombrio de Drake, seus inimigos não hesitariam em explorar qualquer ponto fraco para chantageá-lo e enfraquecer seu poder. Por isso, ele construiu sua reputação e seu império sobre um princípio muito sólido: a invulnerabilidade. Drake sempre foi temido e respeitado por não ter nenhuma fraqueza que poderia ser usada contra ele. Até conhecer Evangeline, seu anjo. Uma mulher que derrubou todas as suas barreiras e defesas como ninguém jamais conseguiu. Mas, para salvá-la, Drake foi obrigado a fazer o inimaginável e a expulsou de sua vida.  Mas não vai desistir até reconquistá-la. Devastada, humilhada e destruída, Evangeline não sabe o que fez para Drake ter se virado contra ela de modo tão violento. A jovem só sabe que nunca mais será a mesma. Ele a libertou de todas as suas inibições apenas para transformá-la em prisioneira de uma dor incurável. Mas quando Drake a reencontra, Evangeline descobre que há muito mais do que ela imaginava no misterioso mundo daquele homem.

Autora: Maya Banks
Editora: Gutenberg
Páginas: 307


            O livro começa dias após o termino do primeiro, quantos exatamente não lembro, só sei que a ferida ainda esta muito aberta, até para mim que fiquei horrorizada com os acontecimentos e comecei a ler o segundo livro logo na sequência.

            Vou começar falando do que me incomodou, talvez, como eu já disse antes eu possa está sendo muito crítica, mas dessa vez quero tirar logo da frente o que eu não gostei e como as partes que me incomodaram são bem no inicio, vamos partir daí. O principal fator que me deixou enjoada de verdade é a falta de amor próprio da protagonista, em poucos segundos a mulher esquece tudo que passou e se concentra em (pasmem) pedir desculpas e perdoar com muita facilidade o imperdoável.



            Não costumo julgar escolhas dentro de um relacionamento, se a pessoa quer perdoar X coisas isso é com ela, cada um sabe seu limite e eu respeito isso, mas no caso da protagonista ela nem pondera nada, escuta uma desculpa meia boca, uma declaração e já está lá pedindo desculpas por um erro que ela não cometeu, achei a construção dessa parte da história e principalmente da protagonista BEM problemática e incomoda, mas diferente do que aconteceu no livro anterior isso foi diminuindo ao longo da leitura, comecei a enxergar uma Evangeline mais confiante, mesmo cometendo seus erros, consegui ver crescimento pessoal na personagem e isso me agradou bastante, pois realmente quis mais para ela do que ela estava lhe dando e chegar ao final e ver que talvez ela tenha melhorado um pouco já é algum consolo.

            Meu carinho pelos personagens coadjuvantes só aumentou e mesmo a série não tendo me fisgado estou bem ansiosa pelos livros protagonizados pelo Silas e pelo Maddox, nessa sequência eles se mostraram firmes, gentis, leais e bem mais inteligentes que o Drake. Enfim, fico aqui na torcida para que as histórias deles me deixem feliz.

            Drake me deixa bem dividida, ao mesmo tempo em que eu aposto nele e em sua redenção, ver o personagem cometer o mesmo erro repetidas vezes e pedir desculpas prometendo mudar para logo depois fazer de novo me deixa furiosa, por ele ser como é e por eu ter esperança na mudança. Mas cheguei à conclusão que às vezes nem o amor é capaz de mudar quem realmente somos e esse o caso.

            A problemática principal desse livro é a confiança, vemos um personagem ceder e se entregar completamente, depositando toda sua fé e esperança, enquanto o outro é calculista nas mínimas palavras, desconfia na primeira oportunidade e não se deixa envolver como deveria por medo. Não pensem que eu disse medo como forma de redenção ou explicação dos atos do personagem (tá gente, estou falando do Drake), eu disse medo no sentido de que ele é um covarde e mesmo que veja uma mudança positiva em sua vida continua se escondendo atrás do seu passado e sua escuridão.

            Esse livro é bem focado na história, as cenas eróticas não são o ponto principal da narrativa, mesmo que a tensão sexual exista e cenas de sexo não faltem, eu só consigo lembrar claramente de uma em especial que demorou algumas páginas para terminar e não foi uma surpresa já que a mesma coisa aconteceu no livro passado, mesmo assim achei essa parte em especial bem longa e cansativa. Fora isso, achei que nesse ponto o livro foi menos impactante que o anterior.

            Enfim, não é um livro pelo qual eu morri de amor, não é um livro que tem os melhores personagens, infelizmente os problemas se sobrepõem a narrativa de qualidade e aos diálogos interessantes. Mesmo sendo uma leitura rápida, não foi uma história que me prendeu.





            Não é uma característica minha recomendar uma leitura que me fez reclamar audivelmente, mas também não faz parte de quem eu sou dizer que algo não é bom. O que eu posso dizer para vocês é que tirem suas próprias conclusões, seja lendo o livro ou outras resenhas, lembrando sempre que minha opinião é minha, mas como meu trabalho é informar para vocês o que eu achei sinceramente de algo, digo que não foi um livro que me agradou, mas estou apostando muito nas histórias do Silas e do Maddox, pois a autora escreve bem, só cometeu um grande erro na composição dos seus personagens.


Classificação

Os livros foram cedidos pela editora 
em um evento realizado pela Aliança de blogueiros do Rio de janeiro


Beijos até a próxima!


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