Olá gente!

Espero que estejam prontos para mais uma resenha, porque hoje vamos conversar sobre o livro Toda luz que não podemos ver do autor Anthony Doerr.

Sinopse:  Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu. Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial. Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.


Autor: Anthony Doerr
Editora: Intrínseca
Páginas: 526


Fiquei algumas horas pensando em como começar a escrever essa resenha e não cheguei a nenhuma conclusão. Já li alguns livros que se passam durante a Segunda Guerra Mundial, mas nenhum me impactou tanto como esse.



Duas referências são usadas como ponto de partida: aquela que ouve e aquele que vê a guerra, mas, ao mesmo tempo, ambos a sentem. As descrições dos sons e das sensações são feitas com uma extrema sensibilidade, deixando transparecer o medo e a esperança que eram sentidos.

Os dois personagens principais, a francesa Marie-Laure, que ficou cega aos seis anos de idade, e o alemão Werner, um jovem órfão, são muito bem trabalhados, complexos em emoções e situações. A gentileza tem espaço de honra na narrativa, assim como a ciência que está sempre presente nas vidas - muitas vezes entrelaçadas - dos dois, apesar de serem de locais distantes.



Werner é muito inteligente e interessado em rádios. Devido à habilidade que desenvolveu para consertá-los, foi convocado a servir ao Governo enquanto aprimorava seus estudos numa escola nazista.

Além disso, outras figuras merecem menção: o pai de Marie-Laure, chaveiro do Museu de História Natural que, preocupado com a independência da filha, construiu uma maquete da cidade a fim de que apreendesse o mundo através dos dedos; Etienne, o tio-avô dela, um senhor recluso e fechado mas que cresce e se transforma ao longo da narrativa; Madame Manec, empregada de Etienne que representa a resiliência em meio àquela situação; e, por fim, Jutta, irmã de Werner.

Achei um livro pesado, denso. Demorei bastante para terminá-lo porque não conseguia ler muitas páginas por vez sem sentir angústia ou, muitas vezes, sem chorar; em contrapartida, os capítulos, divididos em treze partes que se alternam entre os períodos, são pequenos e isso incentiva que continuemos a ler (o clássico “só mais um capítulo” se encaixa bem!), as folhas são amareladas e a gramatura é ótima.



Portanto, um livro com fundo histórico quase cru, rico em detalhes e descrições mas que não deixa de lado os mistérios do mundo e o afeto entre as pessoas; o que gera um equilíbrio da leitura. Recomento muitíssimo!


Classificação




Beijos e até a próxima!



7 Comentários

  1. Nossa!!!!
    Eu já tinha ouvido falar mas não sabia que era tão bom! Fiquei curiosa, geralmente eu adoro livros que se passam durante a segunda guerra mundial, amei sua resenha rs
    livros densos as vezes demoram na leitura e deixam marcas no coração, ai ai <3

    Beijocas da Pâm
    Blog Interrupted Dreamer

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  2. Oi, tudo bom?
    Já li várias opiniões a respeito, e sempre me encanto por essa capa, ô coisa lindaaa! <3 Quero muito ler ele, está na minha lista de desejados faz um tempão, mas ainda não encontrei nenhuma promoção bacanuda dele :( E todo esse enredo me chama muita atenção! KERO!

    Abraços,
    www.residiu.tk

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  3. Oi, tudo bem?
    Adoro livros assim que mexe com os sentimentos do leitor.

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  4. Oiii tudo bem??

    Adoro e odeio livros que nos deixam sem palavras.
    Adoro pq geralmente são bons, odeio pq custo pra escrever a resenha.
    Teno ele na estante e estou louca para realizar a leitura. E apos a sua resenha a vontade so aumenta.
    Espero poder ler em breve (se as parcerias me deixarem)
    Adorei Bjus Rafa

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  5. Oi Nicole.

    Adoro livros com temas da Segunda Guerra Mundial e sua resenha foi uma surpresa, pois esse eu ainda não tive a oportunidade de lê-lo.Com certeza vou querer conhecer essa história melhor.

    Bjos

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  6. Olá!
    Os dramas que abordam a segunda guerra mundial e suas consequências são os que mais aprecio ler. Não sabia que esse livro tratava disso, por essa razão deixei passar. Mas, após ler sua resenha me sinto na obrigação de adicionar na minha lista de desejados. rsrsrs Ai me Deus, nunca vou ler todos os livros da extensa lista. Hahaha
    Abs
    Nizete
    Cia do Leitor

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  7. Oi Nic,
    Nossa esse livro esta na minha lista há tanto tempo que nem me recordava mais hahahahaha, os livros novos vão sendo lançados e vamos nos perdendo em quem ler agora. Adorei a resenha, gosto muito de livros que possuem a guerra como cenário, vou reativar ele na lista e passar na frente para ver se não me esqueço dessa vez.

    Bjs

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